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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

CHUVA



Chuva

Poema demolhado em água de cheiro
Céu em movimento prevê chuva
Profecia tempestade sobre as parreiras
Anuncia sóis em negrito nas gavinhas d'uvas
Águas de alívio ou desespero conciso
Luares molhados capins umectados 
Chuva cadenciada é alento preciso
O repente insistente no toque do telhado
O sono vence a insônia gotejante
Despi a claridade e calça as corredeiras
Pinta o olhar de mais de cinquenta tons
De acinzentando até a cor de madeira
Sobre as laranjeiras, folhas d'vento, trovão...
Uma chuva de inspiração
Um suspiro e tudo escoa e momentos vão...


Son Dos Poemas

SOL



Sol
Gira mundo eldorado
Aquece o planeta em reverência
Com teus raios ultravioletas
Dança sobre mim e as borboletas 
Faz mover os sentidos em transição
Gira sol traz eflúvio perfumando a estação
Encaixilhando meu olhar singelo
Preenchendo meu coração de verão
Enriquecido com teu ouro amarelo 
Á fonte que dá calor e me alimenta
Formata um elo dourando ' mar...
Alimenta e sustenta o espirito 
Faz tocar a clave do sol em sonata
Espalhar notas de primavera no ar
Fazer premonição para o sol
Que toda manhã vem nos brilhar.


Son dos Poemas

AS SEM RAZÕES DO AMOR (GLOSA DE SÔNIA GONÇALVES)




Projeto : Meu Patrono Visto Por Mim.

Patrono: Carlos Drummond de Andrade
Acadêmica: Sônia Gonçalves
Cadeira:14


AS SEM-RAZÕES DO AMOR

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo
.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Glosa:
Amor Sem Razão

Eu te amo por amor sê-lo
Sou amante porque amo
Não poderia deixar de sê-lo
Eu te amo porque te amo.

Amor pra ’lma é unguento
Vive no sujeito oculto em elipse
Verso erudito na língua do vento,
Na cachoeira, no eclipse.

Ainda que mil vocabulários
Traduzam amor simples assim;
Multilíngues serão relés glossários
Bastante ou demais a mim.

Porque amor chama sentimento,
É vela acesa queimando a esmo.
Não se apaga nem há pagamento,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor segue a morte e vai além...
É primo sui generis superior
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.

Son Dos Poemas –

DESEJO



Desejo

Como não fazer gracejos?
Sentir teu cheiro bom de aconchego
Sorrir em teus lábios com beijos
Pousar em teu olhar noctivago
Despertar o meu lado carnívoro
Animal sedento compulsivo
Como não ser mundana e aflita
Se atenta a insônia lascivia me grita
Sedenta a boca é seca e querente
Tanto amor acende o desejo da pele
E tantas outras vontades sugere...
Cordatos desejos em colunas encostas
Como não ser assim primitiva exposta?!...


Son Dos Poemas

LIBERDADE



Liberdade

Em verdade vos digo
Vem liberdade dança comigo
Me leve adiante da matéria
Voe em minha doce memória


Repousa em mim primavera
Onde o galo canta pro dia nascer
O sabiá faz couro ao alvorecer
A liberdade têm asas maior que o querer

Vem liberdade correr o mundo
Despudorada na lufada do vento
Vem como um sonho
Na liberdade do pensamento...

Son Dos Poemas

EXPOSIÇÃO


Exposição

Quem somos então...
Qual o meu defeito?
Guardar-te em meu peito?
E teu ego mais cego...
Ter olho literal..
Que te faz sempre receber
Fazer da chuva temporal
Nunca retribuir nem ir nem vir...
Os perfeitos são tão imperfeitos
O relacionamento é mais que pessoal
Interpessoal é a falta de jeito
A exposição numa vitrine de vidro fosco
O dizer da "manipulação"
O vampirismo não tem explicação
Mas o lirismo é prazer de sensação
Um mar de exposição que turva a vista
Entra com a petição como um jurista
O ciúme desnorteia e te expõe
O amor nocauteia ao te elevar
E tudo se traduz com estranheza
Entra ano sai ano o ser humano tristeza...
É menos mano...


Son Dos poemas

NECESSIDADE



Necessidade...

Já se perguntaram por que temos?
Por que queremos mostrar nossa "arte"?
Sim, existe uma vaidade infinita invadindo os egos sem tamanho...
Todos querem ser admirados, ninguém se detém em "admirar"
Publicar, publicar...
Onde deixamos o conceito de ouvir?
De ler, aprender?
Por que queremos tanto estar em evidência?
Por que sempre achamos que teremos uma "recompensa"?
Pensa...Por que precisamos gritar que somos?
Nascemos livres e assim morreremos...
Parece, senão "gritar"não acreditamos em nós
Tempos de reflexão sobre o ser humano
Atemporal em todos os momentos
Quão difícil é o relacionamento...
Seja no mundo real ou virtual..
E por que separamos em mundos?
Não somos todos um só?
O virtual faz parte do nosso mundo real
E nosso mundo real trazemos para o virtual...
E até assim os desentendimentos nos procuram
Os desencontros...


Son Dos Poemas

TURBULÊNCIA



Turbulência

Abraça-te com asas de vento
No céu riscos e coriscos pelos ares dissolutos
Alguns dias trazem turbulência ao sabor do momento
Acelerado o tempo corre ensandecido abrupto
E o amor mais livre de repente explode absoluto
O sonho mais louco do que nunca eclode
Pode sim ter sido uma ave que voou
Causou tempestade num repente
Num manifesto de ciúmes dos deuses
O som do silêncio no vácuo ecoou
E os trovões tremularam no céu...
E tudo foi formatado em sumário amor...


Son Dos Poemas

OPACIDADE



OPACIDADE

Tempos de felicidade...
Ainda lembro-me da ronda e da busca...
Daquela paisagem bucólica e rústica 
Dos mais de cinquenta tons d'alma
Da dança e da música lenta e calma
Guardo pelas frestas da memória a cor opaca
As pontas das arestas por nós aparadas
As bocas amparadas alagadas d'desejos
A chuva e o beijo indizível
O tom nevoento da cor da realidade
O feitiço das brumas o amor invisível
A cidade onde os Anjos afagam a poesia
Um mundo de utopia de verdades...
SoN Dos Poemas

ALEGRIA



Alegria

O sentimento é mais que força de expressão...
O som dá a deixa e deixa fluir alegria...
A seta segue o sentido o sorriso puro e labial


A intenção é o gesto jubiloso e natural...
O ir e vir da alegria requer atenção
Tomar a vida como vinho em canecão

Embriague-se com aroma floral de pitanga...
Invente brilhante real de strass e miçangas
Veleje e divirta-se num barquinho de papelão

Sejais um soldadinho de chumbo sorridente
Essencial é um spray d'alegria por dentro
Um jato que precipita esperança ao poente

Sorria de tudo mesmo que desalento...
Alerte os ouvidos ouça a alegria do vento...

Son Dos Poemas

CIÚMES



Ciúmes !!!

Enraizado feito praga, mente ao coração...
Serpente que destila veneno em profusão
Destoa o som dá deixa triste me obversa
Espectral amor faz-me lágrima imersa...


Tangente é o coração com tom d’amabilidade
Abrange cultivar amor em solo só reciprocidade
Outro lado do som, ladeado por Anjos e falanges
Ignoro os maledicentes e a tu que finges!

Minha essência não tem veneno de escorpião
Á boca só mel que a natureza devora e depura
Ah!...Quanta loucura sem nenhuma razão...

Espreitas minha gazeta miríades palavras ao chão...
Trava-me a língua com fome indiferente e dura
Recicla meu poema em tua glote engula em vão!

Son Dos Poemas

Versando livre



Versando Livre

Dizendo em curto sem grosseria
Elegante mesmo é ser poesia
De verdade sem demagogia
Fazer folia com o tempo
Falar do timbre grave do poema carente
Amar os acordes do sempre livre
Soprar o ventre das estrelas ausentes
Escrever seus melhores momentos
Fechar os olhos e abraçar (s)eu poeta
Conversar com os seus botões de rosa
Vê-la abrida como uma poesia amorosa
Acariciar seus tendões de Aquiles
Fazer-se imperatriz perfumar-se com flor de Amarilis 
Amar o beija-flor bandoleiro atrevido
De todos os sentidos o mais querido
Tão volúvel o lindo passarinho...
Beija todas as flores suga o néctar o vinho
Mas a predileta é carminada...Hibisco...
No meio no centro corada beijada levada no bico 
Meu rabisco de filosofia de borboleta
Aquela que voa de boca em boca
Com ares voláteis e som de trombeta...
Ah!..Borboleta lampeja lambareja...
É clandestina é mariposa
Num abrir e piscar de asas é Louca
É lírica veleja e beija e beija...


Son Dos Poemas